Sim, é verdade. Iron Maiden fará seu único show no Reino Unido em 2010 juntamente com o Rammstein que fará sua primeira (e única 2010) aparição na Inglaterra no Sonisphere Festival 2010 em Knebworth.
O vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson diz: "Knebworth tem sido o lar de muitos concertos lendários já faz bastante tempo e realmente vai ser um privilégio tocar lá. Nós apreciamos a camaradagem de tocar em festivais grandes e estamos muito ansiosos para voltar a fazer alguns shows no próximo Verão e, como já faz mais de dois anos desde que tocamos no Reino Unido, este será certamente um show memorável e espectacular para os nossos fãs! "
Além dos dois headliners, outros nomes importantes também foram confirmados - confira tudo no site do Sonisphere Festival! http://uk.sonispherefestivals.com
O festival retorna para Knebworth por três dias de sexta-feira 30 de julho a domingo 1 de agosto.
O Iron Maiden prometeu para a próxima Quarta-Feira dia 9 de Dezembro às 6pm (Londres) o anúncio de novidades em seu site oficial... fato que chamou atenção para outro anúncio que deve ser feito no mesmo dia e horário...
O Sonisphere Festival revelou em seu perfil oficial no Twitter, que o anúncio do cast do evento de 2010 será feito no mesmo dia e horário que as novidades prometidas pelo site oficial do Iron Maiden! E como diria Sherlock Holmes: "Elementar meu caro Watson."
Como noticiado anteriormente, os organizadores já confirmaram que o festival Sonisphere voltará a Knebworth (Inglaterra) como um festival de dois dias, no sábado e domingo, 31 de julho e 1 de agosto de 2010. Já é certo também que o evento será expandido para incluir mais datas europeias e que algumas das existentes serão com vários dias de festival.
Confira: http://twitter.com/sonisphere
"Watch this space"... é com esta breve frase que o site oficial da banda avisa sobre alguma novidade a ser exibida nesta quarta-feira dia 09 de Dezembro.
As possibilidades são muitas e a expectativa é grande em torno da divulgação das datas e locais por onde a banda deve passar em sua tour de verão em 2010 na Europa e na América do Norte. Fala-se também no anúncio do lançamento do DVD com a continuação da história do Iron Maiden já lançada em outros dois capítulos: The Early Days e Live After Death.
Façam suas apostas...
www.ironmaiden.com
Erik Grönwall, um participante de 21 anos da versão sueca do programa "Ídolos", recentemente participou do programa com um cover do clássico "Run To The Hills" do Iron Maiden!
Erik já havia surpreendido nas eliminatórias com uma versão de "18 And Life" do Skid Row e agora mandou ver um clássico do Iron Maiden no programa!
Confira abaixo o vídeo da apresentação.
E aí? O cara mandou bem?
Comentem!
Por Tadeu Salgado
O norte-americano Howard Philips Lovecraft (1890-1937) foi um dos principais escritores do gênero terror e fantástico na história da literatura ficcional de narrativa. A diferença de Edgard Allan Poe, expoente do mesmo gênero de literatura, que tinha predileção pelo mórbido, Lovecraft expõe o indizível: quase sempre inicia suas histórias com um narrador que faz saber ao leitor a ocorrência de um fato tão grotesco e assustador que não pode ser revelado; mas, subitamente, como se instado pelo interlocutor, decide abrir mão do silêncio, tornando o leitor testemunha ativa da ficção.
Diferentes biografias relatam que Lovecraft era um homem que tinha contínuos pesadelos; muitos pesquisadores consideram que este fato o ajudou a criar uma obra com características simbolistas, uma linguagem em que predominava a preocupação estética e que foi marcada pelo subconsciente. Sua obra influenciou importantes nomes do heavy metal mundial, como as bandas Metallica, Cradle of Filth, Black Sabbath e Iron Maiden.
“Nós fomos inspirados pelos textos de Robert E. Howard, H.P. Lovecraft, Eliphas Levy, Aleister Crowley (...) e tudo isso acabou entrando nas letras de 'Morbid Tales' (disco de estréia do Celtic Frost, lançado em 1984 pela Noise Records) (...). Tinha muita influência, muita 'inspiração' de fora da música naquela época”, afirmou Martin Eric Ain, baixista da banda de metal sueca Celtic Frost.
O repertório onírico de imagens fabulares amedontradoras provindo das experiências visuais de Lovecraft, tem como destaque Cthulhu, um personagem ficcional que influenciou diversas bandas de metal e que aparece no seu conto mais conhecido, “O chamado de Cthulhu”. Cthulhu é “um ser gigantesco e vagamente humanóide, com asas e tentáculos de polvo na boca”. Ele dorme na sua cidade submersa por água e se comunica com os humanos através dos sonhos. Várias bandas representam a imagem do que seria Cthulhu nas artes gráficas de seus álbuns e, como a maioria destas representações assemelha-se a uma figura demoníaca, diversas pessoas acreditam que estas bandas são satânicas ou anti-cristãs, fomentadoras de imagens e sons que produzem o medo. A emoção mais forte e antiga do homem é o medo, e a espécie mais forte e antiga de medo é o medo do desconhecido, segundos estudos da psiquiatria. Alguns estudos apontam para a hipótese de que a verdade admitida deve firmar para sempre a autenticidade e dignidade das narrações fantásticas de horror como forma literária. Em que pese o racionalismo de Howard Lovecraft, a verdade admitida neste caso é a que ele sabia lidar de forma impactante com o medo das pessoas.
Historicamente, a parte leiga dos fãs ignora que grande parte dos músicos de heavy metal é somente admiradora do ideário de Lovecraft, e não exatamente de imagens profanas ligadas ao satanismo.
Cliff Burton, ex-baixista do Metallica, era um grande admirador da obra de Lovecraft, e foi quem introduziu a obra do escritor aos membros da banda, mostrando-lhes um estranho, mas ao mesmo tempo, um cativante mundo imaginário. Várias letras de músicas do Metallica são inspiradas nos temas lovecraftianos, com destaque para a música instrumental "The Call of Ktulu", ou seja, “O chamado de Cthulhu” do disco Ride the Lightning. O conto “O chamado de Cthulhu” ainda inspirou a banda sueca de heavy metal melódico Crystal Eyes, que no ano de 2006 lançou o disco “Dead City Dreaming”, no qual a arte gráfica da capa e a temática das letras fazem referência ao Cthulhu.
Verifica-se que a imagem demoníaca acima referida alcança ampla repercussão nas letras e artes gráficas direcionadas ao heavy metal: Daniel Lloyd Davey, mais conhecido como Dani Filth, compositor e vocalista da banda inglesa de metal Cradle of Filth, demonstra sua admiração por Lovecraft através das letras de suas músicas. Como exemplo, tem-se a música "Cthulhu Dawn", segunda música do disco "Midian" lançado em 2000 e uma coletânea chamada "Lovecraft and Witch Hearts", lançada em 2002. Em 2005, a banda lançou o DVD "Peace Through Superior Firepower", cuja imagem da capa mostra como seria a figura do ser Cthulhu, que Lovecraft apenas descrevia.
Uma das artes gráficas mais conhecidas da história do heavy metal, presente no álbum ao vivo "Live After Death" do Iron Maiden é, de algum modo, um tipo de homenagem ao escritor Lovecraft, haja vista que na lápide da sepultura de Eddie está escrito.
That is not dead Which can eternal lie,And with strange aeons Even death may die.
O trecho supracitado, que trata da vida após a morte, pertence ao "Necronomicon", que significa o "Livro dos Nomes Mortos". Os antigos povos como os do Egito e da Mesopotâmia, tinham a tradição de escrever suas práticas funerárias em papiro ou tábuas de cerâmica. Este material, considerado pela História como documentos eram chamados pelos gregos de "Necronomicon", o que, provavelmente, inspirou Lovecraft a escrever literatura semelhante, porém se faz necessário esclarecer que o autor nunca desejou publicar esta obra comercialmente. As publicações que se encontram no mercado surgiram de modo clandestino, de origem e autoria suspeitas. A mesma citação acima ilustrada é encontrada na música "Banshee", pertencente ao álbum "Lupine Essence" da banda de metal alemã Suidakra.
Após investigação em bancos de imagens e sítios virtuais específicos sobre o heavy metal, encontramos ramificações nas formações das bandas de metal influenciadas pela cultura lovecraftiana. Como exemplo, a finlandesa Dawn of Relic: no álbum de estréia chamado "One Night in Carcosa", a terceira música chama-se "The last dance of Sarnath", que é uma referência ao livro de Lovecraft intitulado "A Maldição de Sarnath" lançado em 1920. Em 2003 a banda em questão lançou o disco "Lovecraftian Dark", que pelo nome, percebe-se que é regado a Lovecraft. No álbum "Communion" da banda ateniense de death metal sinfônico Septic Flesh, está presente a música "Lovecratf’s Death". Segundo o MySpace que apresenta o verbete oficial da banda "é uma história imaginária descrevendo sua última hora neste mundo; as letras são basicamente um estranho quebra-cabeça criado através dos títulos dos seus livros, que são combinados com intuito de criar um significado específico”.
A obra de Lovercraft não ficou limitada apenas ao cenário norte-americano e europeu do heavy metal. Lovecraft também influenciou a obra de diversos músicos brasileiros de bandas de metal. A banda Sanctifier, do Estado do Rio Grande do Norte, produziu um álbum intitulado "Awaked by Impurity Rites", cuja arte gráfica representa a cerimônia do despertar de Cthulhu, além da temática das letras também serem baseadas nos trabalhos do autor.
Fonte: Whiplash
No artigo publicado no Post anterior... com o título “O heavy metal pela ótica da imprensa”, vimos como a mídia patronal tem criado uma imagem deturpada e, na maioria das vezes, incorreta acerca do heavy metal.
Na matéria, Vitão Bonesso, locutor do programa Backstage da rádio Kiss FM, explicou que a grande imprensa realiza as coberturas do heavy-rock de forma superficial e incompleta. “A mídia hegemônica não está preparada para cobrir o gênero, assim a cobertura termina sendo, como é de se esperar, rasteira, cheia de erros e sensacionalista”, argumenta o locutor.Como prova desses fatos relatados na reportagem publicada em abril, a Rede Globo andou mostrando como “entende” do assunto heavy-rock. O portal da globo.com, o G1, noticiou que Janick Gers e Nicko McBrain eram membros do METALLICA, sendo que o primeiro é guitarrista e o segundo é baterista do IRON MAIDEN. Segue link dessa publicação do G1.
Para completar as gafes, uma reportagem do Jornal Hoje, da Rede Globo, mostra a apresentação do Iron Maiden, em Manaus, e a repórter apresenta o “camarim do integrante Lauren Harris”. Lauren Harris é, na verdade, a filha de Steve Harris, baixista da banda. Essa gafe está em vídeo online (confira aos 1:52).
Se você, leitor, encontrar mais dessas sandices para engordar a nossa lista de gafes cometidas pelos meios de comunicação não especializados no heavy/hard/rock comente esta matéria! Participe!
Vitão Bonesso da Rádio Backstage, João Paulo Andrade do site Whiplash! e Jotabê Medeiros do Estado de S. Paulo, comentam como a cobertura da mídia hegemônica tem criado uma imagem deturpada acerca do heavy metal.
Reportagem publicada na edição 53, mês de agosto pág.24, do Contraponto, jornal-laboratório da PUC - SP com o título original “O heavy metal pela ótica da imprensa”. Texto também publicado no site Whiplash!
A cada ano, ao lotar as mais diversas casas de shows e estádios de São Paulo, bandas renomadas do rock and roll mais pesado, como o heavy metal, desembarcam em terras brasileiras mostrando como a força e a qualidade do metal consegue reunir num só espaço milhares de fãs do estilo.
Tal resistência deve-se ao uso, nas letras das canções de metal, de temas como protestos a elementos repressores da sociedade, subversão a religiões opressoras, os medos e o lado obscuro do ser humano, musicalização de contos, história de civilizações, heróis da humanidade, trabalhos conceituais e referências mitológicas. Têm-se ainda letras sobre o louvor ao próprio heavy metal e ao rock, como forma de transmissão da paixão e da fidelidade ao estilo.
A essência do heavy metal está diretamente ligada a uma comunidade cultural desde sempre marginalizada e alvo de deturpações: o nascimento do rock and roll foi permeado pelo preconceito, pois o ritmo blues, que deu origem a ele e, posteriormente, ao heavy metal, foi elaborado pelos escravos negros americanos. Só em 1950, quando fundido com a música branca européia, o rock pôde ganhar maior dimensão e deixar de ser apenas uma música marginalizada para se tornar um sucesso mundial, projetado na imagem de Elvis Presley.
Assim, a trajetória do heavy metal, como evolução do rock, está traçada por um ciclo. Surgiu padecendo em meio a preconceitos, obteve seu auge e hoje novamente sofre com a marginalização e a imagem viciada projetada pela mídia hegemônica.
Jotabê Medeiros, jornalista do Caderno 2 d’O Estado de S. Paulo, argumenta: “O problema da cobertura midiática é que muito do jornalismo hoje está divorciado da realidade do país. Eles vivem numa redoma, numa caixa de vidro, onde só interessa aquilo que possa vender e dar repercussão [...] O heavy metal é quase inexistente na grande mídia, a não ser que seja um fenômeno massivo como Ozzy ou Iron Maiden”.
Vitão Bonesso, produtor e apresentador da Rádio Backstage, acredita que a grande imprensa deixa de escanteio a cobertura desse gênero mais pesado e, quando a faz, realiza “de forma superficial e incompleta, o que resulta em conclusões erradas em relação ao estilo”. Além disso, “ela não está preparada para cobrir o gênero, assim a cobertura termina sendo, como é de se esperar, rasteira, cheia de erros e sensacionalista. Os veículos específicos, claro, fazem melhor o trabalho”, afirma João Paulo Andrade, proprietário e diretor geral do Whiplash, site nacional especializado em rock e heavy metal.
Como exemplo desses distúrbios musicais da mídia empresarial, Arnaldo Jabor declarou em seu comentário a Rede Globo, na ocasião do assassinato do ex-guitarrista do Pantera, Dimebag Darrel, morto por um fã em dezembro de 2004, que “(...) os shows de rock viram missas negras que lembram comícios fascistas. É música péssima, sem rumo e sem ideal. A revolta se dissolve e só fica o ódio e o ritual vazio. A cultura e a arte foram embora e só ficou a porrada”. Assim como a revista Veja, em outubro de 2007, publicou uma matéria intitulada “Devoção à barulheira”, cujo conteúdo fazia, igualmente, apologia à discriminação, afirmando que alguns cantores do rock têm “lampejos” de inteligência e há uma “mitologia pobrinha no metal”.
A mídia hegemônica parece esquecer que o jornalismo cumpre uma função social antes de ser um veículo de caráter comercial, e a objetividade e o equilíbrio são valores que alicerçam a boa reportagem. Na verdade, o problema é de âmbito mais profundo. O Brasil carece de um bom jornalismo cultural e, inclusive, sofre de “agendismo crônico”, em que apenas são divulgados datas, acontecimentos e horários dos eventos culturais. Não há produção efetiva, não há crítica nessa área e o que se faz é mera publicidade.
Jotabê reitera a crítica ao declarar que “para falar de certos assuntos, alguns jornalistas escolhem o pior caminho, achando que só o que interessa para as pessoas é o bizarro. Então, em vez de fazer uma reportagem sobre música, acerca de uma nova cantora que apareceu e investir, tentar definir aquilo, achar um tom certo do texto, só vai interessar se ela tiver uma orelha a menos. Isso é uma matéria. Não é a música em si que interessa. E quando se fala do metal ocorre um enorme preconceito porque, para eles, interessa mostrar que o metal talvez tenha cara feia.”
Deve passar despercebido das telas e impressos da elite midiática, da qual Jabor e Veja fazem parte, eventos como o “Live Aid” organizado em grande parte por astros do rock, objetivando arrecadar fundos em prol dos famintos da Etiópia. A homenagem a Freddie Mercury, ex-vocalista do Queen, reunindo bandas do metal e do hard rock, a qual teve sua renda revertida para o combate a AIDS e a reunião, em 2006, do Pink Floyd para angariar verbas destinadas ao combate a fome na África.
Os eventos ilustram a ideologia do heavy metal, que surgiu, a exemplo do movimento hippie, como um levante da contracultura. Em resposta a uma sociedade que julgavam conservadora, seus seguidores utilizavam um visual alternativo (cabelos longos, roupa rasgada) como forma de protesto, a fim de conquistar uma comunidade mais eqüitativa.
Para Vitão, o “heavy rock sempre se mostrou forte frente a tanta asneira proferida” e Jotabê declara: “os fãs do metal são uma das galeras mais simpáticas do rock. É a platéia mais entusiasmada, mais fiel. Tem gente que vai a outros shows pops para ser fotografado. É a classe média alta que às vezes passa a maior parte do tempo pedindo snacks para comer, fica mastigando a maior parte do tempo, não está nem aí para música. Já o pessoal do metal não, é o sangue deles que está ali, é a música que eles gostam. Isso é uma diferenciação de platéia e de atitude.”
Embora muitos fãs do heavy metal se sintam ofendidos devido aos preconceitos incitados pela mídia hegemônica e a ineficiente cobertura que faz ao estilo, isso não é inteiramente relevante ao público. “Para falar e comentar besteiras, é preferível que nem se fale”, diz Vitão. Para os admiradores do estilo o importante é a paixão e o sentimento virtuoso cooptados pelo heavy metal de qualidade. Isso é suficiente. Não há necessidade de o gênero ser legitimado pela mídia.
Fonte: MetalHead
O vocalista Blaze Bayley (Ex-Iron Maiden / Wolfsbane) esteve recentemente na Grécia onde apresentou no canal Antenna TV, em primeira mão a música "Watching The Night Sky". A faixa estará no novo álbum de Blaze, "Promise and Terror", que tem lançamento previsto para 1° de fevereiro de 2010. O CD já está disponível para pré-venda no site oficial de Bayley, e todos que comprarem o disco antes, terão seus cds autografados por toda a banda.
Confira o track list oficial de "Promise and Terror": 01. Watching The Night Sky / 02. Madness And Sorrow / 03. 1633 / 04. God Of Speed / 05. City Of Bones / 06. Faceless / 07. Time To Dare / 08. Surrounded By Sadness / 09. The Trace Of Things That Have No Words / 10. Letting Go Of The World / 11. Comfortable In Darkness
Confira abaixo o video da participação de Blaze na TV grega.
Fonte: Blabbermouth
Saiba mais:
www.blazebayley.net
Estamos nos aproximando do Natal e a loja oficial do Iron Maiden está cheia de novidades para a tradicional troca de presentes de fim de ano!
Confira no ironmaiden.com/shop/web as novas jaquetas, hoodies, camisas pólo, camisetas masculinas e femininas, além de um divertido kit com 10 folhas de 100cm X 70 cm de um exclusivo "papel de presente" do Iron Maiden para embalar os presentes da família e dos amigos! (Produto exclusivo do Iron Maiden Shop).
O kit com 10 folhas do papel de presente custa £ 7.50 (inc VAT) e as peças de vestuário tem preços entre £ 18.50 e £ 35.00 (inc VAT).



A visita ao Rio do britânico Jimmy Page, célebre guitarrista do Led Zeppelin, foi louvável pela causa solidária, mas quase nada musical. Quase porque o astro que ajudou a revolucionar o rock nos anos 70 tocou um solitário acorde na noite deste domingo em evento beneficente no Rio Rock & Blues, na Lapa. Um toque que foi suficiente para fazer uma guitarra autografada por integrantes do Iron Maiden valer R$ 1,3 mil a mais no leilão que arrecadou fundos para a Casa Jimmy, instituição que acolhe crianças e adolescentes de rua, especialmente meninas grávidas, em Santa Teresa.
Chamado ao palco quando a guitarra do Maiden ia sendo arrematado por R$ 4,1 mil, Jimmy encostou apenas uma vez a mão direita nas cordas, levantou o público e, após nova rodada de lances, um fã levou a raridade por R$ 5,4 mil.
As poucas palavras de Jimmy no palco foram justamente para alavancar o valor do instrumento leiloado. "Estas são realmente as assinaturas do Iron Maiden" - anunciou.
O evento foi produzido pela ONG inglesa Task Brazil, que apoia a Casa Jimmy, e os shows da noite tinham o objetivo de mostrar a música brasileira ao guitarrista. Os fãs do Led Zeppelin foram obrigados a ouvir um pouco de samba e bossa nova, com as cantoras Juliana Só e Daniela Maia, antes do leilão. Depois, conheceram o som mais pesado da banda XL, que teve entre os entusiastas o próprio Jimmy Page.
A equipe da ONG Task Brazil tentou impedir qualquer aproximação não programada. Orientado a não dar entrevistas, o músico apenas sorria como resposta às indagações, como se não entendesse, mesmo quando as perguntas eram feitas em inglês. Se frustou aos que esperavam presenciar uma demonstração do talento que encantou gerações de roqueiros, Jimmy Page, aos 65 anos bem definidos pelas rugas e os longos cabelos brancos, compensou pela simpatia e pela solidariedade.
Fonte: O Globo

